terça-feira, 11 de março de 2014

Em cinco setores industriais, as mulheres recebem mais do que os homens.

Na média dos setores formais da economia, as mulheres recebem salários cerca de 20% menores que os dos homens. O comportamento de alguns segmentos, porém, pode indicar um caminho mais rápido para mudança dessa realidade. Em cinco setores industriais, como é o caso da construção de edifícios, a média salarial das trabalhadoras chega a ser 36% maior que a dos homens. Na fabricação de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, a média entre elas é 17% maior. Os dados fazem parte de uma análise realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Setores em que as mulheres ganham mais do que os homens:
- Construção de edifícios - 36% a mais
- Fabricação de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis - 17% a mais 
- Extração de minerais metálicos - 8% a mais 
- Extração de carvão mineral -7% a mais
- Captação, tratamento e distribuição de água - 6% a mais.

Na avaliação do gerente de Estudos e Prospectiva da CNI, Márcio Guerra, a mudança indica que esses setores estão aproveitando a maior escolaridade e qualificação da parcela feminina da população. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a escolaridade das mulheres vem aumentando significativamente na última década e já superou a dos homens. Em 2008, na área urbana, a média de escolaridade das brasileiras ocupadas foi de 9,2 anos de estudos, enquanto a dos homens foi de 8,2.

Por outro lado - destaca Guerra - as mulheres estão menos disponíveis para o trabalho do que os homens. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2012 informa que apenas 47,7% das brasileiras em idade ativa estão disponíveis para o trabalho.

Entre os homens, o índice é de 68,2%. De acordo com ele, uma das saídas para solucionar a falta de trabalhadores qualificados - um problema recorrente para a indústria - é o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho. "Setores como esses que destacamos saíram na frente e nos dão pistas de como romper barreiras para a entrada de trabalhadoras nas indústrias. Num cenário em que a mão de obra especializada é escassa, o Brasil não pode prescindir da qualificação das mulheres no mercado de trabalho".

FONTE: Portal da Indústria



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