segunda-feira, 31 de março de 2014

Mulheres assumem o poder em empresas tradicionais

A chegada de Mary Barra à presidência mundial da GM mostra que as mulheres estão assumindo o comando nas empresas mais tradicionais


Mary Barra, presidente mundial da GM: primeira mulher em 105 anos de história da montadora.
São Paulo - Neste mês, a engenheira elétrica americana Mary Barra, de 51 anos, assume a presidência mundial da General Motors. É a primeira vez que uma mulher lidera a montadora americana, fundada há 105 anos. Mary é funcionária de carreira da GM. a engenheira ingressou na fabricante de carros aos 18 anos, quando estava começando a universidade.
Ocupou diversos cargos na empresa, sendo que até dezembro era a executiva responsável pelas áreas de desenvolvimento de produto, compras e logística. Para chegar à presidência, Mary teve de superar três colegas de trabalho homens.
Imediatamente após sua nomeação para a presidência, começaram as especulações sobre qual vai ser o estilo de liderança que ela vai imprimir na GM. Uma das corporações que pediram socorro financeiro ao governo americano, a GM recebeu entre 2008 e 2009 aproximadamente 50 bilhões de dólares e vem se recuperando desde a injeção de capital.
A GM dá lucro há 15 trimestres consecutivos. Mary é descrita como uma profissional de fala mansa, aberta (ela gosta de ouvir a opinião dos colegas de trabalho), mas ao mesmo tempo metódica e aficionada a dados. "Argumentos emocionais não colam com ela. Mary sempre pede dados", disse a VP de RH da GM, Melissa Howell, em entrevista à revista Forbes.
Tradicionalmente, as mulheres são mais sensíveis e emocionais do que os homens. Por isso, as empresas tendem a preteri-las para cargos de liderança no alto escalão. É o que indicam as estatísticas do teste Myers-Briggs type indicator (MBTI), uma das mais conceituadas ferramentas de avaliação de personalidade, em uso há quase 70 anos por empresas de todo o mundo.
A avaliação se baseia nas respostas escolhidas entre duas opções em um questionário com 931 perguntas. As alternativas assinaladas indicam as preferências de cada indivíduo em quatro escalas, cada uma com dois extremos: extroversão ou introversão; sensação ou intuição; pensamento ou sentimento; e julgamento ou percepção. 

http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/188/noticias/o-novo-rosto-da-gm 

Nenhum comentário:

Postar um comentário