A chegada de Mary Barra à presidência mundial da GM mostra que as
mulheres estão assumindo o comando nas empresas mais tradicionais
Mary Barra, presidente mundial da GM: primeira mulher em 105 anos de história da montadora.
São Paulo -
Neste mês, a engenheira elétrica americana Mary Barra,
de 51 anos, assume a presidência mundial da General Motors. É
a primeira vez que uma mulher lidera a montadora
americana, fundada há 105 anos. Mary é funcionária de carreira
da GM. a engenheira
ingressou na fabricante de carros aos 18 anos, quando estava
começando a universidade.
Ocupou
diversos cargos na empresa, sendo que até dezembro era a executiva responsável
pelas áreas de desenvolvimento de produto, compras e logística. Para
chegar à presidência, Mary teve de superar três colegas de
trabalho homens.
Imediatamente
após sua nomeação para a presidência, começaram as especulações sobre qual
vai ser o estilo de liderança que ela
vai imprimir na GM. Uma das corporações que pediram socorro financeiro ao
governo americano, a GM recebeu entre 2008 e 2009 aproximadamente 50
bilhões de dólares e vem se recuperando desde a injeção de capital.
A GM dá lucro há
15 trimestres consecutivos. Mary é descrita como uma profissional de fala
mansa, aberta (ela gosta de ouvir a opinião dos colegas de trabalho), mas ao mesmo tempo metódica e
aficionada a dados. "Argumentos emocionais não colam com
ela. Mary sempre pede dados", disse a VP de RH da
GM, Melissa Howell, em entrevista à revista Forbes.
Tradicionalmente, as mulheres são mais sensíveis e
emocionais do que os homens. Por isso, as empresas tendem
a preteri-las para cargos de liderança no alto escalão. É o que
indicam as estatísticas do teste Myers-Briggs type indicator (MBTI),
uma das mais conceituadas ferramentas de avaliação de
personalidade, em uso há quase 70 anos por empresas de todo o
mundo.
A avaliação se baseia
nas respostas escolhidas entre duas opções em um questionário
com 931 perguntas. As alternativas assinaladas indicam as preferências de
cada indivíduo em quatro escalas, cada uma com dois
extremos: extroversão ou introversão; sensação ou intuição;
pensamento ou sentimento; e julgamento ou percepção.
http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/188/noticias/o-novo-rosto-da-gm

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